Bactérias e Engenharia Genética

A insulina é um hormônio secretado pelo pâncreas que controla a utilização da glicose pela célula. Indivíduos portadores de diabetes tipo I ou diabetes juvenil têm deficiência desse hormônio e, por isso, suas células não conseguem utilizar adequadamente a glicose, com sérias consequências para a saúde. Esse hormônio pode ser extraído do porco, mas ele não é exatamente igual ao humano e pode provocar reação alérgica em alguns pacientes.

Hoje, graças à técnica conhecida como engenharia genética, é possível injetar em bactérias o gene humano responsável pela produção de insulina. Com o auxílio de enzimas especiais, chamadas enzimas de restrição, é possível abrir o plasmídeo e introduzir nele o fragmento de DNA humano responsável pelo controle da síntese de insulina. Essas bactérias passam a se multiplicar e a produzir insulina igual à humana.

Quando a bactéria se reproduz, o DNA recombinante também se replica e passa para as novas bactérias. Além da insulina, são produzidos diversos tipos de vacina, como a contra a hepatite B, o interferon, que combate infecções virais, e outros medicamentos.

Fig.3.10 Esquema simplificado da produção de insulina humana por bactérias. Na realidade, são inseridos dois genes no plasmídeo - uma para cada cadeia polipeptídica da insulina - em bactérias diferentes. Depois, os dois polipeptídios são reunidos em uma única molécula. (Os elementos da ilustração não enstão na mesma escala. Cores-fantasia)

Fig.3.10 Esquema simplificado da produção de insulina humana por bactérias. Na realidade, são inseridos dois genes no plasmídeo - uma para cada cadeia polipeptídica da insulina - em bactérias diferentes. Depois, os dois polipeptídios são reunidos em uma única molécula. (Os elementos da ilustração não enstão na mesma escala. Cores-fantasia)

Um tipo de planta transgênica resistente a pragas foi criado utilizando um gene de uma bactéria do solo, o Bacillus thuringiensis, capaz de produzir a toxina Bt (iniciais do nome da bactéria), que mata lagartas e outros insetos (eles morrem quando começam a comer o vegetal). Essa bactéria é usada também como inseticida biológico. Com técnicas de engenharia genética, o gene para a toxina tem sido transplantado para milho, algodão e batata. Por exemplo, o milho, chamado milho Bt, é resistente ao ataque da lagarta-do-cartucho e da broca, suas principais pragas em todo o mundo. Os genes podem ser transferidos com auxílio de outra bactéria, a Agrobacterium tumefaciens: ao infectar plantas, essa bactéria transfere plasmídeos para as células vegetais.

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Cursando Arquitetura e Urbanismo FAACZ - Aracruz - ES
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